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domingo, 4 de outubro de 2009

FARÓIS

FAROL GONÇALO VELHO
Em 1881 a Comissão de Faróis e Balizas advogava o estabelecimento de um farol de 2ª. ordem na ponta do Castelo, na ilha de Santa Maria, orçamentado na totalidade em 20 contos e 74 mil réis. A proposta de Lei nº. 10-G, de 15 janeiro de 1883, que viria a merecer acolhimento na Carta da lei de 20 Março desse mesmo ano, continha a justificação da necessidade de uma cabal iluminação do aqrauipélago dos Açores: « A navegação que se efectua entre os Estados Unidos e a Europa, e a que, partindo do mar do Norte, Grã-Bratanha e França, demanda a América central, naturalmente se aproxima das ilhas dos Açores.»
E ao passo que as correntes equatoriais forçam os navios que transpõem o cabo da Boa Esperança e o cabo Horn, demandando a Europa stetentrional, a tomar o norte da ilha do Corvo, sucede que os que partem da América do norte ou da América central para a Europa, aproveitando o Gulf-Stream, encontram a sua derrota o grupo ocidental dos Açores. A estas circunstâncias, que tanto cumpre ter em vista, dará ainda maior vulto a realização do novo empreendimento de Lesseps, o corte do istmo de Panamá, que, reunindo as águas dos grandes mares do globo, tornará os dois arquipélagos da Madeira e dos Açores a estância forçada das navegações inter-oceânicas. Que estes propósitos não tiveram sequência pronta e as ilhas dos Açores continuaram a caracterizar-se pela deficiente sinalização marítima está bem patente na chamada de atenção do conselheiro José de Almeida Ávila, já em 1891: Propondo-nos a chamar uma vez mai a atenção dos poderes públicos para as condições desgraçadas em que se acha o grupo Açores relactivamente à iluminação das suas costas, não temos em vista melindrar a quem quer que seja, encarregado de proceder aos estudos e por qualquer meio promover a realização do melhoramentoa que nos vamos referir e que é urgentíssimo realizar, e ainda menos fazer política, pois o assunto é daqueles que interessa a todos os açorianos sem distinção, e ainda mais especialmente à mãe pátria para a qual este estado de abandono não pode senão acarretar vergonhas e malquerenças.



E, mais adiante: Não se pode admitir que na última quadra do século XIX um país civilizado conserve num dos pontos de maior trânsito do Oceano Atlântico do norte, um extenso arquipélago de nove ilhas inteiramente às escuras! É uma vergonha! É quase um crime!.
A Comissão de 1902 proporia, relativamente a este farol, algumas alterações ao constante no plano geral aprovado em 1883, prevendo um aparelho de 4ª. ordem, orçamentado em 16270 francos franceses, em lugar do aparelho de 2ª. ordem ali mencionado. No que ao edifício se refere, só em Março de 1925 se elaboraria o respectivo projecto, estimando-se o seu custo em 250.000 escudos; o Farol era considerado importante para a navegação que do mediterrâneo e Madeira se dirige para os Açores e compensa em parte a não construção do farol das formigas. Baptizado em honra do navegador e guerreiro da ordem de Cristo que descobriu a ilha, o farol consta de uma torre prismática quadrangular de 14 metros de altura e acabou por receber um aparelho catadióptrico girante de 3ª. ordem, grande modeslo, movimentado por mecanismo de relojoaria, adquirido à casa Barbier, Bénard & Turenne, que produzia grupos de três relâmpagos de cor branca de 10 em 10 segundos.

A fonte luminosa era o gás, tendo como reservaa incandescência do vapor de petróleo e como aparelho de emergência um candeeiro de petróleo de nível constante. O seu alcance luminoso com a fonte principal era de 29 milhas. Por ter sido concebido como aeromarítimo, a parte superior da cúpula era de vidro.
Em 1934 procedeu-se à construção de mais uma habitação, a fim de permitir o aumento da lotação do farol; seguiu-se, em 1935, a edificação da casa das máquinas e do depósito de combustivél. Foi electrificado em 1957, mediante a montagem de grupos electrogéneos, pelo que a fonte luminosa passou a ser uma lâmpada de incandescência eléctrica de 3000 watts, mantendo-se o sistema de incandescência do vapor de petróleo como reserva. Desta intervenção resultou o aumento do alcance luminoso para 38 milhas.
No ano de 1971 a máquina de relojoaria cedeu lugar a um motor eléctrico. Automatizado em 1987, recebeu então uma lâmpada de 1000 watts e passou a dispor de um sistema para telecontrolo do farolim das formigas.
Foi ligado à rede pública de distribuição de energia em 1991

Autor: J.Teixeira de Aguilar.


sexta-feira, 28 de agosto de 2009

FARÓIS

FAROL SÃO MIGUEL-O-ANJO
Data de 1528 a ordem do bispo de Viseu e abade comendatário do mosteiro de Santo Tirso, D.Miguel da Silva, para que se construísse a torre de S.Miguel-o-Anjo, junto o local onde hoje se ergue o farolim da cantareira. Testemunha-o uma lápide escrita em latin (Vêr última imagem) ainda visível n face sul da torre, cuja tradução é: "D.Miguel da Silva, bispo eleito de Viseu, mandou contruir esta torre para dirigir a navegação, ele mesmo deu e consignou campos comprados com o seu dinheiro, com o rendimento dos quais foram acesos fogos de noite perpetuamente na torre. No ano de 1528"
É ainda visivél outra inscrição, sobre uma janela virada ao Douro, contendo a frase SALVOS IRE R.D., a qual, a interpretar-se como SALVOS IRE ROGO DEUM, se poder verter por: "peço a Deus que regressem sãos e salvos". A testar esta iniciativa do bispo, socorremo-nos da História da Igreja em Portugal, de Fortunato de Almeida, que expressamente refere:
Em S.joão da Foz, couto do mosteiro de Santo Tirso, (D.Miguel da Silva) mandou fazer obras importantes. Uma delas foi a igreja de S.joão, junto à barra, depois incluída no castelo que se mandou construir para a defesa da mesma barra; a capela-mor, oitavada, era onde se celebrava a missa dentro do castelo.

No sítio da Cantareira, sobre rocha viva, em que batia o mar, levantou uma torre quadrada, com duas janelas, uma voltada para leste, outra para a barra; e nela pôs um farol que nservisse de guia aos navegantes. Há mesmos registos segundo os quais a ermida terá sido construida em pleno rio, ou quase, como se fosse uma verdadeira ilha ligada a terra por uma lingueta e apenas mais tarde passou a estar em terra firme, depois de conquistada ao rio uma bopa porção de terra, processo que só em 1867 de ultimou.

Em tempos recuados definiu um enfiamento com a Torre da Marca, que, mandada construir em 1530 por D.João III, viria a ser demolida duarente as lutas liberais. Do ponto de vista da sinalização marítima, o traço de união entre esta obra renascentista, com traça de Francesco de Cremona, e os tempos actuais é representado pelo actual farolim da Cantareira, que, com o das Sobreiras, definiu até 2006 o enfiamento da barra do Douro.
Datado de 1915, o farolim é composto por uma coluna de ferro com varandim, encimada por uma lanterna cilíndrica, tudo pintado de vermelho. Começou por funcionar a petróleo, sendo mais tarde electrificado por ligação à rede pública de distribuição de energia.

Autor: J.Teixeira de Aguilar.



Nota Importante.
Pede-se urgentemente a intervenção dos organismos que tutelam esta área, atendendo a que o referido farol está em estado avançado de degradação.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

FARÓIS

FAROL CABO DA ROCA
A construção deste farol, no ponto mais ocidental do continente Europeu, data de 1772. Do equipamento primitivamente instalado não nos chegou noticia, embora se tratasse por certo de um catóptrico fixo. Que a sua qualidade deixava a desejar, sabemo-lapor uma nota inserta no « Roteiro» de Franzini, segundo a qual este , tal como outros faróis, não se avistava às vezes a mais de 2 milhas de distância, « confundindo-se sempre com outra qualquer luz de terra ou do mar ».
Em 1865 o aparelho óptico era composto por dezasseis candeeiros de Argand com reflectores parabólicos e possuía um alcance de 16 milhas.
Na sessão de trabalho inaugural da Comissão de Faróis e Balizas, criada em 1881, exprimia-se já a conclusão de que « o farol catóptrico estabelecido na serra de Sintra sobre o Cabo da Roca, numa pequena torre quadrangular, não satisfaz de modo algum ao seu fim ». Preconizava-se, assim, a substituição integral doa que ali existia, salientando-se ainda a conveniência de se ligar aquele ponto por uma estrada.

O Almoçageme, o que « poderia acrescentar às belezas de Sintra mais uma que chamaria numerosa concorrência ».
Assinada por Fontes Pereira de Melo e Hintze Ribeiro, a proposta de lei nº.10-G, de 15 de Janeiro de 1883, que integrava o Plano Geral de Alumiamento e Balizagem, previa a instalação de um farol eléctrico no Cabo da Roca, produzindo luz cintilante branca, com um alcance luminoso de 38,5 e 16,5 milhas, respectivamente em estado médio e estado brumoso, o que só se concretizaria treze anos depois.
A 26 de Outubro de 1896 passaria finalmente a funcionar um aparelho catadióptrico de 0,60 metros de diâmetro, de luz branca cintilante com clarões de 2/3 de segundo, separados por eclipses de 3 segundos, efectuando uma rotação completa em 90 segundos. A fonte de iluminação de reserva era um candeeiro de petróleo de três torcidas, que se afirmava garantir um alcance próximo das 19 milhas.



O Aparelho óptico foi em 1940 substituído por outro de 4ª.ordem, grande modelo, de tipo aeromarítimo, oferecido ao governo português pelo vice-presidente da Administração da Sacor, Martin sain. Em 1943 viria a ser instalado em seu lugar um catadióptrico de 3ª ordem, grande modelo, dotado também de painés aeromarítimos, cujo alcance luminoso se canculava, exageradamente, em 42 milhas.
Em 1980 foi automatizado, por meio da instalação de sistemas alternativos que entram em funcionamento sem qualquer intervenção humana. O seu alcance luminoso é actualmente da ordem das 26 milhas.
Registe-se que entre 1917 e 1990 funcionou, num espaço anexo ao farol, uma instalação para a produção de gás acetileno, que haveria de servir de combustivél a alguns faróis, uma boa porção de farolins e quase todas as bóias luminosas.

Autor: J.Teixeira de Aguilar.

domingo, 9 de agosto de 2009

FARÓIS

FARÓL NOSSA SENHORA DA LUZ
O mais remoto antepassado deste farol terá sido fundado em 1680, a expensas da irmandade de Nossa Senhora da Luz, na ermida do mesmo nome, « onde todas as noites se acende um farol », como consta no « Roteiro » de Franzini, de 1812. O edifício especialmente construído para o alojar data, porém de 1761.
A torre era quadrangular, construída de alvenaria e cunhais de cantaria, tudo caiado de branco, com uma varanda de ferro na parte superior, tendo uma altura de 19,26 metros e comunicando com algumas casas que serviam de alojamento para o faroleiro e família e de arrecadação e oficinas.
Parcialmente destruído por raio em 1814, recebeu um novo aparelho em 1817. Uma portaria de 1835 ordenada a reforma do farol, que passaria a ser de rotação e a cores. Esta modificação foi dirigida por António José da Silva, brigadeiro do Real Corpo de Engenheiros, e pelo maquinista Gaudêncio Fontana.
Em 1854 voltaria a ser de luz fixa de cor branca. Até 1865 manter-se-ia instalado um catóptrico formado por dezoito candeeiros de Argand, com reflectores parabólicos, distribuídos em seis grupos de três candeeiros cada, colocados no sentido vertical numa árvore circular de ferro com eixo de madeira girando em pontos de aço. Utilizando como combustível o azeite, com um consumo anual que rondava os 660 quilogramas, este dispositivo possuía um alcance luminoso de 9 milhas.
Pinho Leal, em Portugal Antigo e Moderno, refere a seu respeito: « O farol da Senhora da Luz não merece descrição, tanto pela mesquinhez do edifício, como pelo seu mau arranjo. Teve outrora luz de eclipse e de cores; hoje porém é fixa, mas deficiente ».
Depois de construída uma nova torre, de 15 metros de altura, foi em 1866 equipado com um aparelho lenticular de fresnel, que em 1913 se substituiria por um catadióptrico de 4ª ordem, de grupos de dois relâmpagos.
Veio a ser suprimido em 1926, quando da construção do farol de Leça da Palmeira.
Autor: J.Teixeira de Aguilar.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

FARÓIS


FARÓL CABO CARVOEIRO

Corria o ano de 1790 quando o farol do Cabo Carvoeiro, um dos mandados edificar pelo alvará com força de lei de 1 de Fevereiro de 1758, principiou a funcionar.
O "Roteiro" de Marino Miguel Franzini, publicado em 1812, descrevia assim a zona de implantação do farol:
" O Cabo Carvoeiro demora 17 milhas ao S 50º O do Faxa de S.Martinho, e é formado por uma ponta de rocha de mediana altura, cortada a pique, com uma pedra destacada pela parte de O., a que chamam a nau (vede o plano das Berlengas e Peniche). Um farol elevado está construído no alto deste cabo, que se acha em 39º 21',8 de lat., e 0º16',4 oc. A pequena distãncia do farol há uma bateria denominada da Vitória, por estar chegada à ermida do mesmo nome".
A primeira descrição pormenorizada da instalação que possuímos data de 1865 e é da autoria do capitão-de-fragata Francisco Maria Pereira da Silva, inspector dos faróis, que mais tarde viria a ser director-geral dos Trabalhos Geodésicos, Topográficos, Hidrográficos e Geológicos do Reino, entre 1874 e 1879.
A luz deste farol é branca e fixa, produzida por dezenas de candeeiros de Argand com reflectores parabólicos, dispostos alternadamente na árvore que tem cinco faces, mas só quatro iluminadas em grupos de quatro candeeiros cada uma, distribuídos em três ordens, sendo um na primeira, dois na segunda e um na terceira, com um alcance actualmente que pouco excederá as 9 milhas, como foi observado.


A lanterna aue abriga este aparelho tem 8,24m de altura, com oito faces de 1,67m de largo cada uma, havendo ao alto da cúpula um pára-raios e condutor, ambos mal dispostos.
Tanto a tiragem para o fumo como a ventilação dentro da lanterna não são boas, amontoando-se por estas causas, e talvez também por falta de limpeza, uma grande quantidade de fuligem na parte superior da lanterna e ainda am algumas vidraças superiores. O edifício, em que assenta a lanterna, é uma torre com quatro faces composta de três corpos, sendo o primeiro, a contar da base, uma pirâmide quadrangular truncada, e o segundo e terceiro dois paralelipípedos rectângulos com dimensões próximamente iguais, sobre o último dos quais há uma varanda ou cortina da cantaria que protegeda violência do vento e da chuva a parte inferior da lanterna. Esta torre é construída de alvenaria com cunhais de cantaria, e as paredes caiadas de branco sem azuleijos.
Junto a esta torre existem bons alojamentos para os faroleiros, oficinas e arrecadações, ainda que o depósito para azeite não esteja reservado como convinha, por ser na casa que dá entrada para este farol pelo lado sul, a qual tem dois tanques de pedra, levando, um, 30 almudes de azeite e o outro 32, além de duas talhas de folha-de-flandres, recebendo cada uma 18,5 almudes, ao todo 99 almudes ou 1678,05 litros.

Em comunicação com estas casas há uma igreja em ruínas , e paredes contíguas que indicam ter pertencido à sacristia e outras dependências daquela. Também se encontra ali uma cisterna para uso dos faroleiros. O estado de conservação deste farol deixa muito a desejar; as vidraças da lanterna pela parte de fora apresentam uma crusta tão aderente, e pela parte de dentro acham-se as ordens superiores e a cúpula tão impregnadas de fumo, que hão-de interceptar forçosamnte a emissão deste farol. É a esta circunstância, à falta de espelho nos reflectores e à pouca limpeza nas chaminés de vidro dos candeeiros, que se deve atribuir o pouco alcance que apresenta este farol (9milhas), ainda mesmo que haja durante toda a noite o devido cuidado na conservação da chama em todos os dezasseis candeeiros, o que não posso certificar. O serviço deste farol está a cargo unicamente de um faroleiro que ali existe, e que naturalmente por não poder desempenhá-lo cabalmente, entrega esta tarefa a algum dos oito flhos que tem em sua companhia.
Utilizou primitivamente o azeite como combustível, consumindo cerca de 2 268 quilogramas anuais. Na sessão inaugural da Comissão de Faróis e Balizas, em 28 de Julho de 1881, o engenheiro Castanheira das Neves formulava as seguintes observações relativamente ao farol do cabo Carvoeiro, reportadas ao ano de 1880: Encontra-se em mau estado a lanterna deste farol. A Ruína data do tempo em que o serviço respectivo se achava a cargo do Ministério da Marinha; não o ignoravam os diversos directores dos telégrafos e faróis, nem eu própio quando interinamente superintendi na extinta direcção. Creio, porém, que todos adiaram a solução da questão , esperando que superiormente se decidisse sobre o plano definitivo de alumiamento da costa.
Como, porém, a resolução da questão poderá ainda fazer-se esperar algum tempo e o projecto do farol, e sua execução e a montagem do aparelho podem demorar-se bastante, convém efectivamente atender-se à necessidade duma nova lanterna.
Determinada a ordem do farol, poderá encomendar-se a lanterna, aqui ou no estrangeiro, e porventura assentar-se ainda este ano ou no seguinte. Logo que a comissão haja definitivamente elaborado o plano geral, e que este tenha sido aprovado, convirá que o farol de que tratamos seja um dos primeiros a executar-se.


O Plano Geral de Alumiamento e Balizagem das Costas marítimas de Portugal e Ilhas Adjacentes, aprovado pela carta lei de 20 de Março de 1883, projectava para o Cabo Carvoeiro um farol de 3ª ordem, de luz fixa branca, iluminando um sector de 315º e com 17 milhas de alcance em estado médio; esclarecia-se que o faraol ficaria de luz fixa vermelha enquanto não se alterasse o do cabo Mondego, que à data era de luz fixa branca, mas se previa passar a ser de grupos de dois clarões brancos. Em 1886, dando-se execução a um projecto da autoria do engenheiro Policarpo Lima, optar-se-ia pela instalação, em nova lanterna, de um aparelho iluminante de 3ª ordem, provido de candeeiro de três torcidas, alimentado a petróleo, que lhe garantia um alcançe luminoso de 17 milhas, dotando-se simultaneamente o farol de uma nova lanterna. O consumo anual era de cerca de 1450 quilogramas de petróleo. na mesma data montou-se em edificio próximo um sinal sonoro. A óptica girante de 4ª ordem que ali se manteria até a988, inicialmente movida por macanismo de relojoaria, foi colocada no ano de 1923.
Á fonte luminosa, que era à data um bico a nivél constante alimentado a petróleo, sucederia em 1947 o gás e em 1952 a electricidade.
Em 1988 o farol foi automatizado , retirando-se então aquela óptica e instalando-se em seu lugar umpainel rotativo de ópticas seladas, funcionando a corrente contínua, que continha todos os sistemas de reserva das funções vitais.


Autor: J.Teixeira de Aguilar.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

FARÓIS

FAROL DE VILA REAL DE SANTO ANTÓNIO

Contemplado no plano de Alumiamento e Balizagem de 1883, o farol de Vila Real de Santo António deveria ser de 2ª ordem, com luz distribuída em clarões agrupados dois a dois e alcance de 25,5 milhas.

No que ao edificio respeita, previa-se uma torre cilíndrica de betão hidraúlico com 34 metros de altura, sendo as fundações feitas a 6 metros de profundidade, de forma a evitar os efeitos perniciosos que os movimentos da areia pudessem provocar na estrutura.

O projecto de António Lourenço da Silveira, datado de 1885, antevia o emprego nas fundações de pedra extraída das margens do rio nas próximidades de Vila Real de Santo António e de pedra calcária vinda de Tavira para a restante alvenaria; o tijolo viria de Castro Marim e cal de Tavira ou Cacela. A Lisboa recorrer-se-ia apenas para as madeiras de casquinha e pitch-pine. O orçamento para a construção de todo o edifício era de 25 contos e 500 mil reís.
Tal projecto não teve consequências práticas e na primeira década do século XX seria elaborado outro, pelo engenheiro José Joaquim Peres, que advogava o emprego de cimento armado, eliminando-se deste modo a construção de fundações caras.
Tendo o Ministério da Marinha obtido em 1916 licença para se proceder á sua construção, esta terminaria em 1923.
Segundo o Aviso aos Navegantes de 19 de Dezembro de 1922, tratava-se de uma torre circular de cimento armado, de cor branca, com listas horizontais escuras, dispondo de anexos de dois pavimentos, para habitação dos faroleiros, depósitos de material e demais fins.






A torre, de 40 metros de altura, era encimada por uma laterna de cor vermelha que alojava um aparelho lenticular de 3ª ordem, grande modelo, de rotação, obtida esta por meio de um macanismo de relojoaria. Tendo como fonte luminosa a incandescência pelo vapor de petróleo, o seu alcance luminoso calcula-se em 33 milhas. Durante algum tempo, a partir de junho de 1927, começou a funcionar nos dois primeiros dias dos meses ímpares a petróleo, nos dois primeiros dias ndos meses pares a incandescência pelo vapor de petróleo e a incandescência eléctrica nos
restantes dias de todos os meses. Julga-se que este insólito modo de funcionamento tivesse em vista a comparação dos resultados obtidos com as diferentes fontes luminosas.

Ligado à rede de distribuição pública de energia eléctrica em 1947, viu a máquina de relojoaria que movimentava o aparelho substituída por motores de rotação; em 1950 foram-lhe instalados vários sistemas de alarmes automáticos sonoros e luminosos, a exemplo do que pouco antes se fizera em Aveiro, no cabo da Roca e no cabo de Santa maria. Dez anos mais tarde recebeu o ascensor para acesso á lanterna.
Em 1983 a velha lâmpada de incandescência de 3000 watts foi substituida por outra de halogéneos de 1000 watts. Foi automatizado em 1989.
Autor: J.Teixeira de Aguilar.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

FARÓIS

FAROL DE LEÇA DA PALMEIRA
O Farol de Leça, também conhecido como Farol da Boa Nova é um farol português que fica localizado em Leça da Palmeira cidade de Matosinhos Distrito do Porto .

Torre cónica branca, em cimento armado, com faixas estreita pretas e edifícios anexos de um e dois pavimentos Lanterna pintada de vermelho e varandim de serviço. Segundo maior farol do país, situa-se entre as barras dos rios Ave e Douro a cerca de dois quilómetros a Norte da foz do rio Leça onde está implantado o Porto de Leixões

História
Entre 1916 e 1926 existiu nas imediações, o Farolim da Boa Nova, torre quadrangular branca com cerca de 12 metros, encimada por uma lanterna verde, com luz branca fixa, a cerca de 380 metros a NW do actual farol, junto à Capela da Boa Nova, tendo estado dez anos em ensaios, findos os quais foi abandonado, passando a servir de camarata aos alunos da Escola de Faroleiros e mais tarde demolido. No local subsiste ainda hoje o muro em alvenaria de pedra que sustentava a base da torre 41° 12.204′ N 8° 42.946′ WEm 1926, 15 de Dezembro, entrou em funcionamento a título experimental o Farol de Leça, em substituição do farolim da Boa Nova.Em 1927 20 de Fevereiro foi oficialmente inaugurado.Em 1938 foi instalado um rádio farol.Em 1948 foram feitas obras de conservação na torre do farol.Em 1950 foi substituída a máquina de relojoaria por motores de rotação eléctricos, tendo-se, um pouco mais tarde, equipado o farol com um ascensor para acesso à torre.Em 1958 obras de reparação e conservação pelos Serviços de Construção e Conservação.Em 1961 obras de reconstrução dos passeios à volta do edifício e do caminho de acesso ao farol, pelos Serviços de Construção e de Conservação.Em 1962 obras de reparações, pelos Serviços de Conservação. Encerramento da Escola de Faroleiros que ministrava o curso elementar e complementar de faroleiros, e que funcionou nas suas instalações desde 1926.Em 1964 o farol foi ligado à rede eléctrica de distribuição pública e foi-lhe instalada uma lâmpada de 3.000W, que lhe proporcionava um alcance luminoso de 60 milhas náuticasEm 1979 foram iniciadas as automatizações dos farolins do porto de Leixões (Quebra-mar, Molhe Norte e Molhe Sul) e o farolim de Felgueiras à entrada da barra do Douro. Estes farolins, passaram a ser controlados à distância a partir do farol de Leça, por meio de equipamento concebido para o efeito. Foi a primeira rede de farolins telecomandados da costa portuguesa. A potência da fonte luminosa foi reduzida com a instalação de uma lâmpada de 1.000W.Em 2001 por já não terem grande interesse para a navegação foram extintos todos os radiofaróis.Em 2005 encontrava-se em curso, uma grande obra de remodelação e beneficiação do farol de Leça

Características
O farol situa-se a uma altitude de 57 metros acima do nível do mar e tem uma altura de 46 metros.
A sua luz, de cor branca, alcança aproximadamente 28 milhas náuticas (52 quilômetros ) e o seu sistema iluminante é constituído por uma óptica de cristal direccional rotativa com seis lentes. O seu sinal luminoso distingue-o de todos os outros por produzir três lampejos luminosos de 14 em 14 segundos.
Junto do farol já funcionou um sinal sonoro de nevoeiro, consistindo num duplo grupo de máquinas compressoras que faziam soar duas trompas, tudo accionado por um motor de combustão de 30 cavalos . As suas características eram: Som 5s; silencio 25s; período 30s.
Possui 225 degraus: 213 em cimento armado, pertencentes à torre; 12 em ferro fundido que fazem já parte do aparelho iluminante (dados de 1927).

Reconhecimento:

Farol da Boa Nova, Quinta da Conceição, Museu e Quinta de Santiago, Igreja de Leça, Titã do Molhe Norte, Casa de Chá da Boa Nova e Imagem da Senhora da Conceição foram eleitas as "7 Maravilhas de Leça da Palmeira".Dia 13 de Março, pelas 21h30, no Salão Nobre da Autarquia, a Junta de Freguesia realizou a cerimónia de anúncio dos monumentos eleitos como as "7 Maravilhas de Leça".A 6ª feira treze acabou por ser uma noite mágica para os sete monumentos eleitos.A votação on-line, no site da Junta, decorreu durante 2 meses, de 7 de Janeiro a 7 de Março. Também os mais de 600 alunos das Escolas EB 1 de Leça participaram com os seus votos, em boletim individual. O resultado final reflectiu, então, o total de votos na Internet e dos alunos das escolas.Os sete monumentos eleitos são:Farol da Boa Nova - 318 votos;Museu e Quinta de Santiago - 179 votos;Titã do Molhe Norte - 150 votos;Quinta da Conceição - 139 votos;Casa de Chá da Boa Nova - 112 votos;Igreja de Leça - 110 votos;Imagem da Senhora da Conceição - 109 votos.

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Agora deixo aos meus Amigos Leitores, os referidos comentários ou acontecimentos relacionados com este farol.

domingo, 26 de julho de 2009

FARÓIS

FAROL DE LEÇA DA PALMEIRA
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Intimamente ligado á área do Shipping, darei inicio a um novo tema FARÓIS.

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