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terça-feira, 22 de novembro de 2011

ATLÂNTIDA - NOTICIAS

Venezuela já não quer o Atlântida
É oficial. O impasse no negócio da venda do ferry Atlântida à Venezuela acabou com a desistência daquele país sul-americano. A decisão já terá sido comunicada à Empordef, a holding que controla a ENVC.
O acordo de princípio para a venda do Atlântida à Venezuela foi anunciado pelos dois governo em Fevereiro do ano passado e confirmado meses depois, aquando da visita de Hugo Chávez aos estaleiros de Viana do Castelo. Na altura, o presidente venezuelano falou mesmo na possibilidade de encomendar mais navios para constituir uma frota.

Afinal, segundo avança a “Lusa”, a Venezuela desistiu do negócio, que representaria para a ENVC um encaixe bruto de cerca de 42,5 milhões de euros e, mais do que isso, o fim da “dor de cabeça” que representa a paragem forçada do ferry, agora nos estaleiros do Alfeite.

O navio foi encomendado pela Atlânticoline, controlada pelo Governo Regional dos Açores. E por ela rejeitado, por ter falhado por 1,5 nós a velocidade máxima prevista no contrato. Isto em 2009.

Em Outubro passado, o secretário de Estado da Defesa, numa audição parlamentar, desvalorizou os testes de mar realizados pela Germanischer Lloyd e garantiu que o ferry superou os 18 nós nas provas de mar entre Viana do Castelo e Lisboa. Hoje, o “DN” noticia que os ditos testes não seriam válidos para efeitos de certificação, uma vez que apenas terão sido realizados num sentido (no caso, Norte-Sul).

A recusa da Atlânticoline em receber o navio (e havia um outro, o Anticiclone, que não passou dos blocos) é mal vista em muitos quadrantes. Todavia a empresa mantém-se inflexível e ameaça mesmo recorrer à Justiça para receber a indemnização acordada com a ENVC.

Em riscos de falência, e desesperadamente à procura de um investidor externo (holandês,m brasileiro, angolano…), a ENVC tem também agora de encontrar um novo comprador para o Atlântida.
Fonte: Transportes & Negócios.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

VENEZUELA COMPRA NAVIO: ATLÂNTIDA

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O «Atlântida», o ferry-boat construído pelos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) destinado aos Açores, acaba de ser adquirido pela Venezuela por 35 milhões de euros, avança o jornal Público este domingo.
A verba será entregue pelos estaleiros ao governo regional açoreano a título de compensação dos 31,7 milhões que os Açores já tinham pago antes da rejeição do ferry-boat e 4,6 milhões de multa pelo atraso na entrega do navio. O ferry que foi devolvido pelos Açores aos Estaleiros Navais de Viana do Castelo por incumprimentos contratuais tinha um preço final de 45,9 milhões de euros.
Com características de luxo pouco habituais neste tipo de navio, o ferry - que ainda tem o nome Açores pintado no casco - está ancorado há um ano na doca vianense, apesar do interesse de armadores estrangeiros, situação que criava dificuldades financeiras adicionais ao estaleiro.
O navio deverá seguir para a Venezuela, por 35 milhões de euros, segundo o princípio de entendimento entre a administração dos ENVC com o Governo da Venezuela, acordado na recente visita do primeiro-ministro José Sócrates a Caracas. O presidente venezuelano elogiou "a aquisição de um ferry que vai ser de muita utilidade" nas ligações entre o Porto de La Guaira e a Ilha Marguerita.

domingo, 8 de junho de 2008

NAVIERA ARMAS - MADEIRA - PORTIMÃO












A companhia de navegação espanhola Naviera Armas inicia no dia 14 uma linha entre a Madeira e Portimão (Algarve), quebrando um "jejum" de 23 anos no transporte marítimo de passageiros entre a região e o continente português.

Esta ligação sazonal, a vigorar entre Junho e Setembro, surge num contexto de liberalização do espaço aéreo entre a Madeira e o Continente (fixada a 24 de Abril) que, pela ausência de concorrência, tem ditado preços considerados proibitivos pelos madeirenses.Depois da implementação do transporte aéreo, aos poucos, desde a década de 70 do século XX, os madeirenses assistiram ao progressivo abate dos navios da marinha mercante portuguesa como o "Infante Dom Henrique", o "Santa Maria", o "Vera Cruz", ou o "Príncipe Perfeito" da Companhia Colonial de Navegação, culminando na alienação do "Funchal".Foi uma política de abate de navios que começou em 1968, e teve como primeiras "vítimas" o "Lúrio" e o "Quanza", estendendo-se até 1985, ano em que foi decidido abater o "Funchal", navio que foi salvo de uma morte anunciada graças ao armador grego Georges Potamianos que, embevecido pela sua construção, resolveu adquiri-lo e o integrou na sua frota, a Arcádia Shipping. A nova ligação marítima que a Naviera Armas vai realizar a partir de 14 de Junho poderá vir a representar uma alternativa na ponderação que os madeirenses fazem das suas férias.Este recurso de deslocação por via marítima oferece a vantagem de o passageiro poder levar a sua própria viatura, permitindo organizar um combinado de férias quer no continente português (Lisboa dista cerca de três horas do Algarve), quer em território espanhol (onde o combustível é mais barato), com deslocações a Sevilha (a cerca de 90 minutos) ou às praias do Sul de Espanha.

O "Volcán de Tijarafe", da Naviera Armas, é a embarcação que vai quebrar esse "jejum" de 23 anos de ausência de uma carreira regular marítima entre a Madeira e o Continente.

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