quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

CONHECER LEIXÕES


5 comentários:

Rumsey disse...

A propósito de uma anedota publicada hoje no blogue POLISCOPIO, de Magalhães Pinto, recordo-me de, nos meus tempos de jovem funcionário em serviço no porto de Leixões, ver frequentemente navios com pavilhão suiço. Há muito quem não acredite que a Suiça tem marinha mercante. Seria interessante ler alguma postagem sua sobre este assunto.
Saudações.

JOSÉ MODESTO disse...

Em primeiro lugar deixe-me agradecer o ter visitado o meu blogue, ele é seu também.
Prometo num curto espaço de tempo dar-lhe uma resposta a este seu comentário que é verdadeiro apesar de muitos colegas não o saberem.
Irei recolher informação e logo que a tenha imediatamente o informarei.

Augusto disse...

Vi algumas Fotos na FNAC do Mar Shopping,da Construção do nosso Porto de Leixões.Não sei onde as arranjaram,mas eram fantásticas.Se o José Modesto as conseguisse passar aqui seria giro.
Abraço.

JOSÉ MODESTO disse...

Caro Augusto, grato pelo seu comentário, grato por ter visitado o meu blogue. Temos que conseguir...irei á Fnac ou mesmo á APDL e tentar arranjar essas fotos que logo que possivél ou em linguagem de shipping (ASAP) tentaremos publicar, se tiver algumas pode-me enviar que eu publico, caso queira o meu e-mail é: josemodesto@sapo.pt

JOSÉ MODESTO disse...

Caro Rumsey favor notar:
A Suíça não tem só deliciosos chocolates, pistas de gelo para esquiadores, montanhas para escaladas, belos lagos, etc, possuía navegação lacustre, fluvial, fluvio marítima e uma substancial marinha mercante tripulada em parte por cidadãos suíços, alemães e italianos e actualmente também a possui, se bem que a maior parte arvora bandeiras de conveniência, o que, infelizmente hoje em dia, está na moda a nível mundial, tudo isto a favor da competitividade e contratação de tripulações de baixos salários e deficiente qualificação, e tudo isto a partir dos anos 60 originou o desaparecimento ou junção de importantes companhias de navegação. Ainda a semana passada, naufragou ao largo da Corunha o n/m BRAGA da Naveiro, uma companhia nacional de sucesso, embora a causa fosse o mau tempo, morreu o capitão português, e da tripulação faziam parte 2 Portugueses, 2 Russos, 2 Cabo Verdeanos, mas os sindicatos marítimos também tenhem culpa no cartório, porque os navios actualmente são automatizados e querem obrigar um navio de bandeira nacional a ter tripulações excessivas. Eu atendia o navio de Antigua e Barbuda COMMODORE GOODWIILL (HMS GOODWILL) de armador Alemão, 12 tripulantes dos quais o capitão e o chefe de máquinas eram Alemães e ganhavam à volta de Esc- 600.000, ao passo que a restante tripulação Filipina, desde o 1º oficial ao moço de convés ia de Esc-60.000 a 20.000. isto por volta de 1988, e diziam eles que era um bom salário, e depois havia o problema da língua, porque um Alemão e um Filipino a falar Inglês, dificilmente se entendem e é verdade, porque uma certa vez assisti, o capitão mandou largar o ferro de estibordo e o imediato lançou o de bombordo, resultado proa amassada contra o cais, e casos destes surgem muitos.
A Suíça era e continua a ser sede e centro de decisão de importantes armadores como a Keller Shipping, MSC, Alpina etc. A Keller Marítima ( agente de navegação foi formada para agenciar navios suíços da Keller Shipping, Basileia.
http://www.swiss-ships.ch/

http://www.swissinfo.ch/eng/front/Credit_line_buoys_up_Swiss_merchant_navy.html?siteSect=105&sid=7968692&cKey=1211875559000&ty=st

http://flagspot.net/flags/ch-sea.html
Durante a 2ª guerra mundial começou aparecer a Marinha Mercante Helvética com navios em segunda mão, a fim de transportar mercadorias destinadas aquele país interior, via Marselha e portos Italianos, nomeadamente cereais para subsistência das suas populações e ao serviço da Cruz Vermelha Internacional e que escalavam portos portugueses para descarregar parte da carga, o que nos fez muito jeito, devido à falta de navegação Portuguesa e estrangeira. O seu agente em Portugal era a Garland, Laidley.
Fins da década de 70 a bandeira suíça começou a desaparecer de Leixões e Lisboa, devido a praga de camiões TIR que surgiram no nosso pais, vindos da Suíça, Sul de França e Espanha e Itália, que apanharam os fretes que anteriormente vinham por via marítima.
Aí vai uma lista de navios Suíços que escalavam Leixões: Laupen, Grandson, Murten, Sempach, Arbedo, Maloja, Rhone, Rhin, Caritas, Generoso, etc.
Países interiores há, que possuem navegação marítima própria como Paraguai, já atendi vários; Áustria, Hungria, ex Checoslováquia, Luxemburgo, Bolívia, etc., se bem que não tão importante como a Suíça.

Saudações Marítimas
José Modesto

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