quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

MAU TEMPO - LEIXÕES - M/V « BORDEN »














Fotos gentilmente cedidas por: Hugo Morais

5 comentários:

Magalhães Pinto disse...

Obrigado pela reportagem, José Modesto. Para nós, que temos os pés bem assentes numa terra de homens do mar, este é um documento arrepiante, que mostra de que coragem são feitos os homens do mar.

JOSÉ MODESTO disse...

Caro Magalhães Pinto, efectivamente tudo correu bem, os custos são enormes, já que o referido navio teve que efectuar um novo lashing (nova estiva e peacção da carga)e seguir novamente viagem.

Obrigado pelo comentário, volte sempre

Anónimo disse...

Caro Sr.Modesto,
Encontrei o seu blog, ao acaso e acho-o excelente.
Sou natural de Matosinhos mas vivo no Canadà hà 30 anos.
Esta reportagem faz-me lembrar o naufràgio do Jacob Maerck, nos anos 70.Tinha entao 16 anos e lembro-me perfeitamente a enormidade dessa tragédia.
Cumprimentos.
Damiao Santos

JOSÉ MODESTO disse...

Caro Damião Santos, grato pelo seu comentário, e ter visitado o meu blogue, ele é seu também.
Efectivamente quando o Jacob Maersk naufragou, o mesmo bateu na famosa pedra do Cavalo da Senhora da Luz e o seu afundamento foi inevitavél, lembro-me perfeitamente de o meu pai ter ido buscar-me ao famoso palecete visconde de trovões aonde eu estava em aulas, seguidamente seguimos para a praia de Matosinhos para vêrmos o navio.

Rui Amaro disse...

Caro José Modesto
Muito obrigado ao autor das excelentes fotos e a ti pela postagem.
O Borden, felizmente teve mais sorte do que Tenorga que se afundou em 1978 diante do Castelo do Queijo, e só se salvaram três dos cerca de 30, que foram parar para lá da Boa Nova, onde o Borden fez a rotação para o enfiamento aos molhes, se bem que havia bastante ondulação mas quando foi do Tenorga nem é bom falar, mar era quanto bastava, e para mais de noite, também foi arrojo do capitão, por mais que os pilotos e o radar o aconselhasse a ir para Vigo, o homem teimou em entrar, e lá se foi num abrir e fechar de olhos. O Tenorga, apesar dos seus 23 anos era um excelente e rápido navio, ex Norueguês Bergerac, que fazia Leixões/Lisboa em cerca de 9 horas. Houve também o pequeno Owenduv, que em viagem de Vilagarcia para Marrocos, a carga de madeira, correu ao lado e adornou. Enquanto aproado ao mar lá se ia aguentando, quando resolveu arribar a Leixões, lá se foi e de cerca de 15, apenas um se salvou, e ainda por cima não sabia nadar e foi parar para lá da Povoa, amarrado a uma jangada da pintura.
Na década de 80, em diferentes datas, tive dois porta-contentores que devido ao mau tempo, os contentores foram à borda, e os navios ficaram bastante adornados, eram o Commodore Challenger, Inglês, depois foi o Português Aquarius, o outro o Hans Kroeger, Alemão, que mandaram rádios avisar que estavam com problemas e iam tentar entrar em Leixões, chegariam por volta da meia-noite e para ter rebocador à entrada. Mar de andaço não faltava. Vento de Sudoeste fresco. Eu e o Neves fomos para a estação de pilotos esperar pelo navio, assim como o piloto e o pessoal da lancha, e passou a meia-noite e nada e por mais chamadas que se fizesse, nenhuma resposta. Começou-se a pensar no pior, pois se calhar já tinham ido ao fundo, quando cerca das 4 da manhã os respectivos capitães comunicaram que o mar era muito, que não estavam para arriscar, iam meter pelo Sudoeste dentro, portanto de proa ao vento e mar e prosseguir viagem para Lisboa, de marcha reduzida, levasse os dias que levasse, mas que as autoridades estivessem atentas, porque o adornamento era bastante, e o capitão Inglês, disse que era oficial da Marinha Mercante Inglesa, que não era oficial dessas marinhas feitas à pressa, que não estava para se meter em aventuras, a bordo eram 12. Pois ambos navios só chegaram a Lisboa passado 4 dias, mas chegaram a salvamento. Caso se atirassem a Leixões, com a maresia que estava, muito possivelmente se afundariam. Como acima disse foram em datas diferentes, se bem que os episódios fossem semelhantes. Mais vale prevenir do que remediar!
Saudações marítimo-entusiásticas
Rui Amaro (Blogue Navios à Vista).

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