segunda-feira, 10 de maio de 2010

ALERTA - MATOSINHOS


ALERTA-MATOSINHOS
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O poder político local ainda não se convenceu da importância deste sector o Mar.
Não há dúvida, que este país precisa de desenvolver a sua economia, precisa urgentemente de apoiar os transportes marítimos, em qualquer economia de mercado as exportações são e serão sempre motores de desenvolvimento e criação de emprego.
Sempre o disse, e não é demais repetir, devemos apoiar ao máximo as pequenas e médias empresas, elas são parte integrante da nossa mão-de-obra, das nossas exportações.
Portugal que foi e dizem que continua a ser um país de marinheiros, perdeu-se no meio dos oceanos, salvo um ou outro caso pontual.
O plano 100 do pós-guerra 1939/45 do então ministro da Marinha Américo Tomás, fez ressurgir Portugal para o mar com uma muito razoável Marinha Mercante, de pesca, de guerra e mesmo de recreio a nível mundial, a mesma foi-se perdendo curiosamente a partir de Abril de 1974.
Temos poucos navios de bandeira nacional, mas mesmo utilizando a chamada bandeira de conveniência, muito usual hoje em dia, deveremos aproveitar
ao máximo o chamado "Shortsea Shipping", ou também conhecido por TMCD transporte Marítimo de Curta Distância.

No passado dia 23 deste mês assistimos ao lançamento da primeira pedra do que será o novo Terminal de Cruzeiros de Leixões, foram vários os artigos que
escrevi no meu blogue sobre a mais valia que este investimento vai trazer para os Matosinhenses para todos os Portugueses.
A cidade de Matosinhos será palco de uma actividade fora do vulgar e que não estamos habituados a ter.
Imaginem vários hotéis flutuantes a terem como porto de partida ou chegada Leixões, navios com cerca de 300 metros e que por sua vez transportaram milhares
de turistas de todo o mundo, será uma mais valia para todos, ninguém tenha dúvida disso.

Em todo caso existe um pormenor que não posso nem devo deixar de alertar.
O referido terminal é uma realidade, será que a nossa Autarquia está em sintonia com o referido Porto? Eu quero acreditar que sim.
Até á sua inauguração, o que fazemos, e o que poderemos fazer para que Matosinhos seja uma cidade apetecível, direi mesmo que Matosinhos seja a nova Madeira, só que desta a vez a Norte de Portugal.
Pólo por excelência de ensino a Administração dos Portos Douro e Leixões esteve sempre num patamar de divulgação do seu porto através de excelentes profissionais que abraçam a nobre arte do Shipping.

Á nossa Autarquia eu peço o mesmo empenhamento, que até lá a mesma saiba corresponder com os desejos de todos os Matosinhenses, que a nossa cidade saiba receber e corresponder aos milhares de turistas que acabaram por chegar a Leixões, que os mesmos permaneçam na nossa cidade, mas sobretudo que conheçam melhor a nossa cidade, e acreditem caros leitores que não é difícil saber o que os nossos turistas querem.
Apostemos na nossa Gastronomia.
Apostemos na nossa Cultura.
Apostemos no nosso Ambiente.
Aportemos na nossa Mobilidade.
Apostemos na nossa Educação.
Apostemos no nosso Desporto.
Apostemos na nossa Solidariedade Social.
Apostemos na nossa História.

Apostemos sobretudo em todos nós…os Matosinhenses, o nosso Porto de Mar, as nossas tradições, façamos com que eles (os nossos turistas), sintam que
de facto Matosinhos é uma cidade Viva, uma cidade onde eles também possam dizer: que não há melhor sitio para se viver.
Artigo Original publicado no Jornal de Matosinhos

6 comentários:

César disse...

Por incrivel que pareça,só vejo Cavaco Silva a se referir ao mar como um dos alicerces da economia Portuguesa.Enfim...

Augusto disse...

Muito bom artigo,Modesto.Estou de acordo com as tuas reflexões e sugestões.Sabes como eu sei que é utópico sugerir o que quer que seja a estes iluminados de Matosinhos.Esta é uma Cidade a arder em febre de Poder e podridão.O mal está escalpelizado mas há tanta gente "atracada"neste "polvo",que o melhor é fazerem-se tertúlias e falar de assuntos para quem quer perceber e ouvir e participar.E mesmo nestas coisas estamos sujeitoa á bufaria de trupes organizadas a soldo de favores de quem está,quem esteve,e quem quer o poder desta nossa podre Cidade.
Podre em Ambiente,podre em ideias e podre em falta de Democracia.
Nós os apaixonados pelo Mar e que fazemos dele a nossa vida,só temos continuar a nossa vida,com competencia e respeito pelo nosso trabalho.

Saudações portuárias.

Augusto.

Farinha disse...

Recursos do Mar.
É necessário esbater a cultura (ópio do povo)dos 3 "F" exacerbados, em Portugal. Nem 8, nem 80!
Discute-se muito o futebol neste país, e o que ganhamos?
Os portugueses não discutem as causas do Mar com potenciais riquezas.
É urgente motivar os portugueses para as potencialidades do Mar e das ilhas adjacentes.
O Presidente da República tem insistido nas potencialidades do Mar.
Agora reparem o que se faz em Portugal no que concerne ao transporte marítimo de passageiros.
Segundo notícias recentes,a partir do ano de 2012 incidirá uma taxa de CO2 de 12 a 15€ aos passageiros dos aviões.
No Mar navegam os ferrys que ao contrário dos aviões beneficiarão de ajudas comunitárias pelo facto de emitirem menos CO2.
Por incrível que pareça o ferry espanhol que efectua viagens regulares entre a Madeira e o Continente, desde 2008 não beneficia de subsídio às viagens dos madeirenses, tal como os aviões.
Havendo subsídio para o ferry, este será maior, em relação aos aviões porque a emissão de CO2 é inferior à emissão de CO2 dos aviões.
Na Madeira os madeirenses também estão sob os efeitos do ópio do povo (3 Efes) e ignoram as vantagens do ferry espanhol da Armas. Por outro lado no Continente o governo aproveita a distracção dos madeirenses e não promove a desejável subsidiação aos passageiros madeirenses do ferry.
A comunicação social cá, também prefere comentar por exemplo o futebol, e não abordam esta pertinente questão da subsidiação aos passageiros do ferry espanhol.
Em prol de uma verdadeira política marítima para Portugal.
Cumprimentos
Paulo Farinha

Anónimo disse...

Caro Modesto,
Começo a esgotar a paciência com as críticas ao poder local em Matosinhos. Tanto quanto sei, as reuniões na Camara contemplam um espaço, onde é dada a palavra aos insatisfeitos, que podia ser melhor aproveitado. Falar mal e desacreditar quem esteve e está no poder, através dos blogs, não aquece nem arrefece.
Quanto aos assuntos do mar, estou basicamente de acordo com o ilustre amigo Paulo Farinha, divergindo apenas quanto ao facto do país já ter praticamente esquecido o fado. E quanto a Fatima, não fosse a visita Papal e estaria igualmente ignorada.
O que falta aclarar em relação aos assuntos do mar é uma nitída falta de orgulho, aliado ao desinteresse público e privado. Já era tempo para recomeçar a valorizar o que é nosso? Já era tempo de defender a nossa maior herança, que como sabemos é a maior porta aberta existente, na nossa ligação ao resto do mundo.
Reinaldo Delgado

JOSÉ MODESTO disse...

Amigo Reinaldo.
Mas olha que não deves esgotar...se vistes e lesses bem o artigo verás que ele foi dito precisamente na Assembleia Municipal.
Não concordo quando dizes que na blogosfera não aquece nem arrefece...olha que eles vêm os nossos blogues.

Na questão politica, até o Presidente começa a intervir nas questões do Mar.

Saudações Marítimas
José Modesto

Anónimo disse...

Caro amigo !
Se eu disser que amanhã o país vai ter um dia de muito sol, com temperaturas a rondar as 40 graus, garantidamente tem o mesmo valor, que a sugestão do PR em alertar o país que é necessário ver o mar, como uma saída para melhorar os efeitos da crise.
Como ambos podemos falar abertamente, porque não querer mais e melhor, mas...
Na realidade, o que é que se pode esperar se o governo continua a ignorar a importância destes assuntos.
Como exemplo, posso referir mais um adiamento na resolução da aquisição dos fatos salva-vidas, que os pescadores pedem faz muito tempo. Como os governantes também tem acesso aos jornais, percebem que está sempre a morrer gente.
Será que mudou alguma coisa?
Um abraço, Reinaldo Delgado

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